Minha entrevista de hoje é com Patrícia Ernsen, violinista que encontrou na música uma forma de expressar sentimentos, contar histórias e criar experiências capazes de permanecer na memória.
Com uma trajetória que começou ainda na adolescência, passou pela Orquestra Juvenil do Paraná e pelo Quarteto de Cordas da UFPR e ganhou um novo capítulo a partir de 2024, Patrícia vive hoje um momento especial de sua carreira. Em eventos sociais, corporativos e celebrações, seu violino vai além da trilha sonora: ele se transforma em emoção.

Uma paixão que começou aos 12 anos
A história de Patrícia com o violino nasceu de maneira espontânea, durante uma conversa entre amigas na escola. Elas imaginavam formar uma banda e Patrícia seria a violinista.
“Cheguei em casa e falei para minha mãe que queria tocar violino”, recorda. A partir dali, vieram anos de dedicação intensa e estudos diários até os 17 anos.
Na época do vestibular, precisou escolher entre a música e uma profissão considerada mais estável e seguiu para a Engenharia Ambiental. A arte, entretanto, jamais deixou sua vida. Patrícia também estudou teatro por um ano e meio e se dedicou durante seis anos ao tango salón.
A música como expressão da alma
Louvores e música clássica ocupam um lugar especial em sua história. Ainda criança, Patrícia teve contato com a música no Colégio Erasto Gaertner, em Curitiba. Mais tarde, participou do coral da igreja, cantando e tocando violino.
Aos 17 anos, integrou a Orquestra Juvenil do Paraná e, no final da faculdade, participou do Quarteto de Cordas da UFPR.
Depois de um período afastada do instrumento, retomou os estudos após o nascimento do segundo filho, em 2021. Mas foi na primavera de 2024, depois da chegada do terceiro filho, que decidiu voltar profissionalmente ao violino.
“É através da música, com meu violino, que encontrei uma forma de transbordar meus sentimentos e transmitir uma mensagem, mesmo sem palavras, tocando também o coração das pessoas”, conta.

Quando o violino torna um evento inesquecível
Para Patrícia, cada apresentação precisa criar uma conexão verdadeira. Seu repertório passeia por músicas românticas, dançantes, nacionais, internacionais, sucessos que marcaram décadas e também canções escolhidas especialmente pelos clientes.
A resposta do público é uma das maiores recompensas.
“As pessoas choram, se arrepiam e dizem que eu toco com a alma. Eu levo para fora a verdade que está sendo tocada dentro de mim. Toco com todo o meu coração.”
É justamente essa entrega que transforma suas apresentações em experiências: o violino deixa de ser apenas parte da ambientação e passa a protagonizar momentos de emoção.
Entre as conquistas recentes, Patrícia destaca como um dos acontecimentos mais marcantes de sua trajetória a homenagem recebida na Assembleia Legislativa do Paraná, reconhecimento que ganhou um significado especial após sua retomada profissional.

Música, crianças e consciência ambiental
A formação como engenheira ambiental também começa a encontrar espaço dentro de seu universo artístico. Patrícia está desenvolvendo um projeto destinado a escolas particulares e municipais no qual dará vida à personagem Fada Pati Violino.
A proposta é unir música, sensibilidade e educação ambiental, levando às crianças histórias, consciência sobre o meio ambiente e ações que elas próprias possam colocar em prática.
“Adoro tocar para as crianças. Elas têm pureza no coração, um brilho especial no olhar e são o nosso futuro.”
“Tocar e cantar também são cura”
Para quem precisou deixar a música de lado ou sonha em transformá-la em profissão, Patrícia deixa uma mensagem de incentivo.
“A música faz parte da nossa alma. Quem é músico sabe. Mesmo que seja por hobby, não deveria deixar de tocar. Tocar e cantar são cura.”
E para quem deseja seguir profissionalmente, ela acredita que existem cada vez mais oportunidades em casamentos, eventos sociais e corporativos, além da visibilidade proporcionada pelas redes sociais.
“É necessário fazer o trabalho com excelência. Os resultados virão.”
Patrícia Ernsen mostra que algumas histórias podem até mudar de direção, mas aquilo que verdadeiramente faz parte de nós sempre encontra uma maneira de retornar. Hoje, seu violino traduz sentimentos, emociona pessoas e dá a cada celebração uma identidade única — daquelas que tornam um evento inesquecível.
