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Outubro Rosa amplia o olhar para além do diagnóstico e coloca a autoestima no centro da jornada contra o câncer de mama

O diagnóstico do câncer de mama costuma dar início a uma fase intensa de consultas, exames e mudanças drásticas na rotina. No entanto, para além dos cuidados médicos, existe uma transformação profunda que acontece diante do espelho. A queda dos cabelos — um dos efeitos colaterais mais marcantes da quimioterapia — impacta diretamente a autoestima, a feminilidade e a forma como a mulher se reconhece. Neste Outubro Rosa, o debate se expande para destacar que acolher a identidade e a imagem da paciente é parte fundamental do processo de recuperação e bem-estar.

Os dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram a dimensão desse desafio. Para o triênio 2026–2028, a estimativa é de 78.610 novos casos por ano no Brasil, o que representa uma taxa de 71,57 casos para cada 100 mil mulheres. O câncer de mama segue como o tipo mais frequente entre as brasileiras, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Em Santa Catarina, o cenário também exige atenção contínua: são estimados 4.460 novos casos no Estado para 2026 (taxa de 106,07 por 100 mil mulheres), sendo cerca de 400 deles concentrados em Florianópolis (taxa de 130,74 por 100 mil mulheres). Apesar de a estatística reforçar a urgência do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento, ela não reflete sozinha a dimensão emocional de quem enfrenta a doença.

Para muitas mulheres, os fios de cabelo estão profundamente conectados à identidade. Perder o cabelo pode afetar relacionamentos, vida profissional e a percepção do próprio corpo. Em Florianópolis, a Magma — empresa especializada em cabelos naturais e soluções para perda capilar com quase 100 anos de tradição familiar na área — atua ao lado de pacientes oncológicas para amenizar esse impacto. Como destaca Marina Bonatti, proprietária da Magma, a autoestima faz parte da cura, e o objetivo principal é proporcionar aquele momento em que a mulher volta a se olhar no espelho, se reconhece e sente que continua sendo ela mesma.

Atualmente, o acompanhamento capilar vai muito além de uma solução pontual. A proposta para 2026 é integrar todas as fases da jornada capilar em um atendimento individualizado e privativo: orientação preventiva antes da queda dos fios, escolha de próteses capilares de alto realismo durante o tratamento e acompanhamento da recuperação dos cabelos posteriormente. Uma alternativa inovadora e ainda pouco conhecida é a possibilidade de utilizar o próprio cabelo da paciente para confeccionar a prótese ou preservá-lo para um alongamento futuro, respeitando a evolução de cada etapa.

A atuação junto às pacientes não se restringe ao mês de outubro, acontecendo ao longo do ano por meio de palestras, desfiles, ensaios e ações sociais. Para marcar o período em 2026, a Magma também prepara uma participação especial no Desfile Ecomoda Udesc, no dia 22 de outubro, no Clube 12. O evento levará para a passarela uma reflexão sobre a reconstrução da imagem corporal e a união entre moda e saúde, mostrando que a proposta não é esconder o tratamento, mas garantir autonomia para que a mulher faça suas próprias escolhas.

Depois do diagnóstico, existe uma mulher que continua trabalhando, encontrando os amigos, cuidando da família, fazendo planos e se olhando no espelho. Preservar a identidade e a autoestima é permitir que ela atravesse essa fase com dignidade, acolhimento e a certeza de que sua essência permanece intacta.

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