Para ressaltar seu efeito marcante, o responsável pelo showroom da marca, o arquiteto Carlos Bianco, explica como a especificação envolve a escolha do revestimento, a definição do ponto focal, a paginação e a iluminação
| A Série Patagônia, inspirada no quartzito homônimo, da Roca Cerámica, foi destaque no Living Sienna, assinado pela arquiteta Sabrina Sbardelotto, na CASACOR Rio Grande do Sul 2025. A beleza cenográfica dessa rocha exótica brasileira é reforçada pelo SuperFormato 120 x 250 cm e acabamento Mate, permitindo aplicação com juntas quase imperceptíveis | Fotos: Cristiano Bauce |
| Os mármores exóticos ganharam espaço nos projetos de interiores por sua capacidade de inserir cor, movimento e personalidade nas superfícies. Com veios marcantes e desenhos de forte presença, porém, esses materiais exigem atenção na especificação para que o resultado tenha equilíbrio. Para a Roca Cerámica, marca do Grupo LAMOSA no Brasil, a definição do papel dorevestimento, a hierarquia entre os elementos, a paginação e a iluminação são alguns dos fatores que determinam como essa estética será percebida no ambiente. |
A partir da experiência do arquiteto Carlos Bianco, responsável pelo showroom da Roca Cerámica, a marca reúne alguns dos principais pontos que devem ser considerados na hora de trabalhar com superfícies inspiradas em mármores exóticos.
Antes de escolher o revestimento, defina o papel dele
| Toda a versatilidade da Série Saint Tropez, da Roca Cerámica, é revelada no projeto do Estúdio Pantarolli Miranda, o Quarto Tekoá, feito para CASACOR Paraná 2025. Seu SuperFormato de 120 x 250 cm e a sutileza do Micro Crystal ampliam as possibilidades de uso, permitindo usá-lo na movelaria, como na cabeceira da cama e na estante | Fotos: Nenad Radovanovic |
| A escolha de uma superfície marcante começa antes da análise de cor ou desenho: o primeiro passo é entender qual será a função do porcelanato dentro do projeto. “A primeira pergunta não é exatamente qual mármore escolher, mas qual papel queremos que esse revestimento tenha dentro do ambiente. Um mármore exótico tem muita personalidade: traz cor, movimento, veios e contrastes que naturalmente atraem o olhar”, explica Carlos. A partir dessa definição, o revestimento pode assumir o papel de ponto focal em uma grande parede, painel, bancada, volume arquitetônico ou piso. No portfólio da Roca Cerámica, coleções como Lumina, Patagônia e Rosso Lepanto apresentam desenhos marcantes, enquanto opções como Topázio, Saint Tropez, Tempesta, Marble Nouveau e Verde Alpi exploram diferentes combinações de cor, profundidade e movimento. O destaque, no entanto, não depende da aplicação do material em uma pequena área. “Destacar não significa usar pouco. Às vezes podemos revestir uma parede inteira ou trabalhar piso e parede com o mesmo material. Quando fazemos isso, ele deixa de ser apenas um revestimento de destaque e passa a construir a atmosfera do ambiente”, afirma o arquiteto. Equilíbrio está na hierarquia |
| Na Série Lumina, da Roca Cerámica, o efeito Endmatch oferece o encaixe perfeito, dando continuidade dos veios entre uma peça e outra, favorecendo a paginação em ambientes de destaque. Disponível na dimensão 160 x 320 cm | Foto: Divulgação |
| Em superfícies com veios expressivos, a paginação deixa de ser apenas uma questão técnica e passa a participar diretamente da composição arquitetônica. Dimensão das peças, direção dos veios, continuidade do desenho, encontros entre placas e escala do ambiente precisam ser avaliados em conjunto. “Não é simplesmente escolher uma peça bonita no mostruário. É pensar como aquela peça vai se comportar quando for paginada e como vai se integrar na escala do ambiente”, destaca o profissional. Os grandes formatos ampliam essas possibilidades ao reduzir o número de juntas e favorecer uma leitura mais contínua da superfície. Quando diferentes faces permitem a continuidade dos desenhos, a paginação ganha ainda mais importância. “Quando o desenho é muito expressivo, não podemos tratar cada peça isoladamente. Precisamos olhar o conjunto. Onde começa um veio? Para onde ele conduz o olhar? Como uma placa encontra a seguinte? O que acontece nos cantos? Existe uma bancada ou um volume que queremos destacar?”, questiona. Para a Roca Cerámica, essa possibilidade de trabalhar diferentes escalas e formatos faz parte de um portfólio desenvolvido para acompanhar as necessidades da arquitetura contemporânea. A marca disponibiliza desde formatos convencionais até SuperFormatos, ampliando as alternativas para projetos que exploram grandes planos revestidos. A iluminação também faz parte da especificação |
| O mármore verde Alpi é representado na série de mesmo nome da Roca Cerámica. Na lavanderia assinada pelo arquiteto Givago Ferentz para a CASACOR Paraná 2026, a iluminação realça os veios marcantes do porcelanato, evidenciando a beleza do mármore e o toque suave do acabamento Mate. Disponível do SuperFormato 120 x 250 cm | Fotos: Fernando Zequinão |
| A percepção dos mármores exóticos muda de acordo com a iluminação. Em superfícies escuras e profundas, a luz evidencia os veios mais claros; nos materiais claros, ressalta nuances e diferenças de profundidade. Nos acabamentos brilhantes, reflexos e incidência luminosa também participam da leitura do revestimento. “Por isso gosto de pensar superfície e iluminação juntas. Às vezes o mesmo produto pode ter uma presença completamente diferente dependendo de como a luz incide sobre ele”, explica Carlos. Intensidade e temperatura da iluminação também interferem na percepção das tonalidades e dos veios. Por isso, a definição do revestimento deve acompanhar as decisões do projeto luminotécnico desde as etapas iniciais. Combinar não significa repetir cores |
| É possível estabelecer combinações entre mármores e outros materiais, como madeira. A Série Fulmine, da Roca Cerámica, é um exemplo: sua base negra, com algumas nuances claras, traz veios dourados que combinam com a madeira natural. Disponível no SuperFormato 160 x 320 cm e acabamento Micro Crystal | Foto: Divulgação |
| Na composição com outros materiais, não existe uma fórmula única. Uma estratégia é deixar o mármore como elemento de maior expressão e trabalhar os demais acabamentos de maneira mais discreta. Outra é retirar do próprio revestimento uma paleta para orientar a marcenaria, os tecidos, a madeira ou os metais. Também é possível trabalhar pelo contraste. “Um mármore sofisticado e expressivo pode ficar muito interessante ao lado de uma madeira natural, de um metal mais industrial ou de uma superfície fosca”, afirma acrescentando que o resultado depende menos de uma combinação literal de cores e mais da relação estabelecida entre os materiais. |
| A Série Marble Nouveau traz em sua superfície azulada uma sobreposição de veios dourados. A amplitude de formato, que varia entre o 120 x 120 e o 120 x 250 cm, e o brilho intenso do acabamento Micro Crystal acentuam o caráter da pedra natural | Foto: Divulgação |
| Além da aparência, a escolha do revestimento precisa considerar o local de aplicação, a intensidade de uso, a exposição à água e o acabamento adequado para cada situação. “A estética é apenas uma parte da decisão. Precisamos entender onde o material será utilizado, se é piso ou parede, área seca ou molhada, residencial ou comercial, qual será a intensidade de uso e qual acabamento é adequado para aquela situação”, explica o arquiteto. Nesse contexto, os porcelanatos que reproduzem a estética dos mármores exóticos ampliam as possibilidades de especificação ao reunir diferentes desenhos, formatos e acabamentos em um material desenvolvido para aplicações específicas. Quando o revestimento passa a fazer parte da arquitetura |
| Um dos mármores mais raros encontrados na natureza, a reprodução fidedigna feita na Série Rosso Lepanto, da Roca Cerámica, preserva seu fundo vermelho cereja profundo e intenso que contrasta com veios brancos marcantes. Disponível no SuperFormato 120 x 250 cm e acabamento Micro Crystal | Foto: Divulgação |
| A presença dos mármores exóticos nos projetos contemporâneos acompanha uma busca por superfícies com mais cor, profundidade e identidade. Para a Roca Cerámica, esse movimento também está relacionado à evolução tecnológica do setor, que ampliou as possibilidades de reprodução de pedras naturais em diferentes escalas e aplicações. “O mais interessante é justamente isso: não enxergar o mármore exótico simplesmente como elemento decorativo, mas como parte da arquitetura”, afirma Carlos. Essa visão desloca o revestimento para uma etapa anterior à simples escolha de acabamento. Ele participa da definição de planos, volumes, eixos e pontos focais, interferindo diretamente na composição do ambiente. “O revestimento deixa de ser o acabamento da arquitetura e passa a fazer parte dela”, conclui. |
Sobre o Grupo LAMOSA no Brasil
À frente das marcas de revestimentos Roca Cerámica e Incepa, o Grupo LAMOSA é uma empresa mexicana com atuação mundial na fabricação e comercialização de revestimentos cerâmicos e adesivos. Com a aquisição, em 2021, passou a integrar uma história de mais de 130 anos na indústria de materiais de construção, com 33 centros de produção distribuídos em 9 países nas Américas e na Europa. Soma-se também a força do Grupo, que ocupa a posição de líder nos mercados em que participa, sendo o segundo maior fabricante mundial de revestimentos cerâmicos com uma capacidade instalada anual de mais de 280 milhões de m².
Inovação, tecnologia de ponta, alto padrão de qualidade, que se traduz na satisfação total dos nossos clientes, e visão de futuro, aliada com responsabilidade ambiental, norteiam o DNA do Grupo LAMOSA no Brasil e a consolida com a robustez de empresa global reconhecida como referência entre as maiores fabricantes de revestimentos cerâmicos do mundo.
O constante investimento em tecnologia a permite entregar um robusto portfólio que segue as tendências da arquitetura e construção em total conformidade técnica. Marcada por seu pioneirismo e uma visão que projeta o futuro, em 2016 tornou-se a primeira empresa das Américas a adquirir sua primeira Supercompactadora Contínua+.
Somada ao conhecimento do seu time de desenvolvimento, em 2018 abriu o mercado de SuperFormatos com revestimentos nas dimensões de 120 x 120 cm e, a partir de 2020, com os tamanhos 100 x 200 cm e 120 x 250 cm, prosseguiu com sua verdadeira revolução na indústria cerâmica e nos mercados da arquitetura, construção e movelaria.
Em 2022, saiu à frente mais um marco histórico: a compra de sua segunda Supercompactadora, alcançando o status de única empresa das Américas com o segundo equipamento. Esse olhar precursor permitiu ampliar as linhas de SuperFormatos com as medidas de 160 x 160 cm e 160 x 320 cm.
Sustentabilidade: seu compromisso com o meio ambiente segue alinhado com os processos produtivos. Além da redução de 4,3% no consumo total de energia elétrica de 2024 para 2025 em seu último relatório divulgado, a empresa adota o Protocolo de GHG (Greenhouse Gas Protocol), padrão globalmente reconhecido para medir suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), com o objetivo de melhorar a precisão e a credibilidade dos dados ambientais relacionados a emissões atmosféricas.
Em 2025, 99,6% dos resíduos gerados nas unidades de Campo Largo e São Mateus do Sul foram destinados a alternativas consideradas mais nobres, como reciclagem, reuso e outras formas de valorização. A parcela remanescente foi encaminhada para destinações como aterro ou incineração, conforme a classificação e as características de cada resíduo.
Em relação a iniciativas voltadas à redução do consumo energético, destaca-se o reaproveitamento do calor gerado nos fornos em outras etapas do processo produtivo. Essa prática resultou em uma economia de aproximadamente 42.000 GJ de energia em 2025. Esse volume seria suficiente para abastecer mais de 247.000 fogões de cinco bocas operando continuamente ou para a realização de mais de 10.000 viagens de ida e volta entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro em veículo leve, evidenciando o impacto significativo da medida em termos de eficiência energética.
A biomassa, combustível renovável, mais limpo e eficiente, e que ainda reaproveita resíduos de indústrias de madeira, responde por 16,7% do calor demandado no processo produtivo.
O Grupo LAMOSA no Brasil mantém um Plano de Logística Reversa (PLR) voltado às embalagens comercializadas, com atuação nos estados que possuem regulamentações específicas sobre o tema. Em relação ao ciclo mais recente consolidado, referente ao ano de 2024, foram compensadas mais de 214 toneladas de embalagens considerando as unidades de Campo Largo e São Mateus do Sul. Esse volume de compensação está associado à mitigação de impactos ambientais relevantes, com a estimativa de evitar a emissão de mais de 320 toneladas de CO₂ equivalente.
