Com uma atuação marcada pela sensibilidade, empatia e compromisso social, Naiara C. Corrêa vem se destacando no cenário jurídico, especialmente nas áreas do Direito da Pessoa Autista e do Direito Previdenciário. Sua trajetória vai além da técnica: nasce de vivências pessoais que a aproximaram da realidade de muitas famílias e despertaram um propósito claro — transformar informação em acesso a direitos.
Recentemente, Naiara também expandiu sua atuação ao universo da escrita, contribuindo como coautora em uma obra que busca ampliar o conhecimento e fortalecer a conscientização sobre os direitos das pessoas autistas. Nesta entrevista, ela compartilha sua história, suas motivações e a importância da informação como ferramenta de transformação social.
1. Naiara, seja muito bem-vinda! Para começarmos, quem é Naiara Corrêa além da profissional?
Além da minha atuação profissional, eu sou uma pessoa muito conectada com propósito, com valores e com a família. Sou alguém que acredita na escuta, no cuidado e no respeito ao próximo. Minha trajetória é marcada por vivências que me ensinaram a olhar para o outro com mais empatia, e isso reflete diretamente em tudo o que eu faço.
2. Você tem uma atuação relevante no Direito da Pessoa Autista e no Direito Previdenciário. Como surgiu essa missão na sua trajetória?
Essa atuação surgiu de forma muito natural a partir da minha vivência pessoal. Eu tenho dois familiares com diagnóstico no espectro autista, e isso me aproximou dessa realidade de uma forma muito concreta. A partir disso, comecei a compreender não só as necessidades do dia a dia, mas também o preconceito e a violação no acesso aos direitos. Esse contato despertou em mim a necessidade de estudar mais, me especializar e atuar de forma direcionada.
3. Recentemente, você participou como coautora de um livro. Como foi essa experiência?
Foi uma experiência muito significativa. Participar de uma obra coletiva, com diferentes profissionais e vivências, amplia muito o olhar sobre o tema. É uma construção conjunta que fortalece a informação e leva conhecimento para mais pessoas.
4. O que te inspirou a escrever e contribuir com essa obra?
A principal inspiração foi justamente a necessidade de informação. Muitas famílias ainda não conhecem seus direitos ou não sabem por onde começar. A escrita foi uma forma de contribuir com conhecimento acessível e com orientação segura.
5. Sobre o que trata o seu capítulo e qual mensagem você buscou transmitir?
O meu capítulo tem como título “Direitos da pessoa autista: um olhar jurídico para uma vida com dignidade”. Nele, eu abordo os direitos das pessoas autistas de forma prática, trazendo uma visão jurídica, mas também acessível. A principal mensagem é que os direitos existem, mas precisam ser conhecidos e efetivados. E, para isso, informação e orientação adequada fazem toda a diferença.
6. Como foi participar de um projeto coletivo com outros autores?
Foi muito enriquecedor. Cada autor traz uma perspectiva diferente, seja da área da saúde, do direito ou da vivência familiar. Essa troca amplia o conhecimento e fortalece a construção de uma visão mais completa sobre o autismo.
7. Na sua visão, qual é a importância da informação e da escrita na defesa dos direitos das pessoas com deficiência?
A informação é um dos principais instrumentos de transformação. Quando as pessoas conhecem seus direitos, elas conseguem buscar, exigir e garantir aquilo que a lei já assegura. A escrita permite que esse conhecimento alcance mais pessoas de forma clara e acessível.
8. O livro também tem um papel de conscientização. Que impacto você espera gerar nos leitores?
Espero que o livro contribua para ampliar a compreensão sobre o autismo e sobre os direitos das pessoas autistas. Que ele sirva como apoio, orientação e também como um instrumento de conscientização, tanto para famílias quanto para a sociedade.
9. Entre a atuação jurídica e a experiência como autora, o que mais te motiva?
O que mais me motiva é saber que, de alguma forma, é possível contribuir para a vida das pessoas. Seja através do direito ou da informação, o propósito é o mesmo: promover dignidade, inclusão e acesso a direitos.
10. Para finalizar, deixe uma mensagem para quem deseja conhecer mais o seu trabalho e também o livro.
A mensagem é que a informação é um caminho importante para a garantia de direitos. Buscar conhecimento, orientação de profissionais especializados e compreender cada situação é fundamental. E que possamos, cada vez mais, construir uma sociedade baseada no respeito, no cuidado e na inclusão
