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A arte de transformar trajetórias em livros: Larissa Ody, CEO da Otto Editora, fala sobre autoridade e legado literário

Hoje converso com Larissa Ody, CEO e Fundadora da Otto Editora

Transformar vivências em páginas de conhecimento, inspiração e autoridade no mercado.É sob essa premissa que a Otto Editora vem construindo sua atuação no cenário editorial brasileiro , dando voz e palco para trajetórias reais através de livros individuais e obras coletivas de grande impacto.

À frente do negócio está a empresária Larissa Ody, que uniu sua expertise em marketing e sua paixão pela produção de conteúdo para construir uma editora com propósito: ajudar profissionais e empreendedores — com olhar especial para o protagonismo feminino — a registrarem seus legados e ocuparem seus lugares de referência.

Nesta entrevista exclusiva, Larissa compartilha os bastidores da criação da Otto Editora, analisa o livro como uma poderosa ferramenta de posicionamento profissional e detalha lançamentos marcantes, como o projeto voltado para o universo da neurodivergência. Confira!

TS – Como nasceu a Otto Editora e qual foi a inspiração para criar uma editora voltada a grandes histórias?

Larissa A Otto nasceu a partir de um conjunto de fatores. Eu já empreendia, mas ainda não tinha engatado o negócio e estava um pouco perdida. No andar da carruagem, me conectei com uma pessoa que estava buscando uma parceria e achou interessante a minha experiência em marketing educacional. Ela tinha um projeto na área, mas acabei ajudando-a em outro, que era o de construir uma editora. Depois de cumprir essa missão, vi que tinha potencial para criar um negócio semelhante, mas com a minha essência.

Isso caiu como uma luva, pois o meu gosto por contar histórias já vem comigo desde a faculdade de Jornalismo. A minha paixão sempre foi a parte textual e de conteúdo.

TS – A Otto trabalha com temas como negócios, carreira e autobiografia. O que vocês procuram em uma história antes de transformá-la em livro?

Larissa : Minha premissa sempre foi a de dar autonomia para as pessoas contarem suas histórias e sentirem na pele como é colocar sua bagagem no papel. Trazer inspiração para outros a partir do que viveram, entendendo que cada trajetória é única e tem muito valor. Hoje, vemos muito o resultado do que as pessoas fazem, mas pouco do percurso, que é a parte mais rica de tudo. Então, procuramos, principalmente, a autenticidade.

TS – Muitas pessoas sonham em escrever, mas não sabem por onde começar. Qual é o primeiro passo para quem deseja publicar um livro?

Larissa : O primeiro passo é a ação. É começar a escrever sem se preocupar com o perfeito e sem se pressionar demais. É aproveitar o processo e perceber como a escrita pode ser satisfatória. Liberte-se de qualquer crença limitante sobre ser escritor(a) ou autor(a). Acho que a preocupação em torno desse “título” assusta as pessoas. Foque em escrever com o coração e com genuinidade, pois é isso que fará você se sentir um(a) autor(a) de verdade, e não só “alguém que publicou um livro”.

TS – Como funciona o processo da Otto desde a chegada de uma ideia ou manuscrito até o lançamento da obra?

Larissa: Nosso foco são livros de coautoria, mas também publicamos livros individuais.

Na coautoria, buscamos entender quais assuntos estão em alta no momento e avaliamos se o tema escolhido conversa com a nossa linha editorial, focada em negócios, carreira, liderança e autobiografia. Além disso, sempre priorizamos pautas relevantes para a sociedade, pois queremos ser parte da transformação levando conhecimento às pessoas. Por exemplo, recentemente lançamos uma obra com o tema de liderança feminina e estamos organizando outra focada em mulheres que atuam ou lidam com a neurodivergência. Um diferencial nosso, no formato de coautoria, é a análise dos capítulos das coautoras, onde identificamos pontos de melhoria e damos o suporte o suporte necessário para o desenvolvimento do conteúdo.

No livro individual, depende do ponto de partida do autor, mas o foco é sempre atender às suas expectativas e entregar a melhor experiência possível.

TS – Qual é a importância de um acompanhamento profissional para transformar uma experiência de vida em uma narrativa que realmente envolva o leitor?

Larissa : Muita gente tem uma história incrível, mas não sabe como contá-la de um jeito que prenda quem está lendo. Viver a experiência é uma coisa; transformá-la em narrativa é outra completamente diferente. É aí que entra o nosso trabalho: lemos cada capítulo com cuidado, entendemos onde o texto pode ganhar mais profundidade, onde falta contexto ou onde sobra informação, sempre sem mudar a essência do que a pessoa quer dizer. Sem esse olhar técnico, muita história rica acaba se perdendo no papel.

TS – Hoje, publicar um livro também pode ser uma poderosa ferramenta de autoridade e posicionamento profissional. Como vocês enxergam essa relação?

Larissa : Isso é muito real. Vivemos um momento em que ser autor(a) comunica algo imediato sobre quem você é: alguém que tem propriedade sobre o que fala e que já refletiu profundamente sobre a própria trajetória. Um livro é um cartão de visitas que carrega credibilidade. Quando um profissional se torna autor, ele deixa de ser só mais um nome no mercado e passa a ser referência. Isso muda completamente a forma como as pessoas enxergam o seu trabalho.

TS – O que muda na carreira de um profissional ou empreendedor depois que ele se torna autor?

Larissa : Muda a forma como ele é visto e, principalmente, a forma como ele passa a se ver. Muitas pessoas passam a se posicionar de um jeito diferente depois que lançam o livro: falam com mais segurança, cobram um valor mais adequado pelo seu trabalho e aceitam convites que antes talvez não tivessem coragem de aceitar. O livro abre portas concretas, sim, mas o maior ganho muitas vezes é interno: a pessoa entende que sua trajetória tem valor e começa a ocupar espaços com outra postura.

TS – A Otto também trabalha com projetos de coautoria. Por que esse formato tem conquistado tantas pessoas?

Larissa : Porque democratiza algo que parecia distante. Na coautoria, a pessoa entra em um projeto que já tem estrutura, apoio editorial e um propósito coletivo. Ela ainda divide essa jornada com outras pessoas que estão enfrentando desafios parecidos. Há algo muito bonito em ver essa rede se forming ao longo do processo.

TS – Entre tantas histórias que chegam até vocês, o que mais emociona ou surpreende a equipe da editora?

Larissa : O que mais me emociona é ver o quanto as pessoas subestimam a própria história antes de começar a escrever. Muitas chegam até nós achando que não têm “nada de especial” para contar, e no meio do processo a gente vê a ficha caindo: elas percebem que aquilo que viveram, e que para elas era só “a vida acontecendo”, pode ser exatamente o que outra pessoa precisa ler para não se sentir sozinha. Esse momento de virada é o que mais me toca.

TS – Como nasceu o projeto “Mulheres que Transformam o Universo Neurodivergente” e qual é a mensagem que essa obra pretende levar aos leitores?

Larissa : Esse projeto nasceu da percepção de que existe um universo de profissionais — psicólogas, terapeutas, educadoras e mães que também atuam na área — que lidam diariamente com a neurodivergência e têm um conhecimento profundo para compartilhar, mas que raramente ganham esse espaço de autoridade. A ideia é reunir essas vozes especializadas em uma única obra, mostrando que quem transforma a vida de pessoas neurodivergentes todos os dias também merece ser reconhecido como referência no assunto.

TS – Qual é a importância de dar voz às mulheres e transformar suas experiências pessoais e profissionais em legado por meio da literatura?

Larissa : A gente sempre viu muito espaço para os resultados das mulheres e pouco espaço para o processo: para o que veio antes das conquistas, os bastidores, as dúvidas e os recomeços. Colocar isso no papel é um jeito de dizer: essa trajetória importa, e ela vai continuar existindo além de mim, além do meu tempo de vida profissional. Isso é legado. É poder deixar registrado, para outras mulheres, o caminho que foi percorrido para servir de contribuição e inspiração.

TS – Para uma mulher que tem uma história importante para contar, mas ainda pensa “minha história não é relevante o suficiente para virar um livro”, o que vocês diriam?

Larissa : A provocação que trago é: olhem para essa insegurança por outra perspectiva. Coloquem-se no lugar de outras pessoas que já publicaram um livro. Será que elas também não tinham essa insegurança? Será que não tiveram medo também? O jeito é encarar suas próprias questões internas de frente e se permitir viver a experiência da escrita.

TS – Quais são os próximos lançamentos e projetos da Otto Editora?

Larissa : Estamos com inscrições abertas para “Mulheres que Transformam o Universo Neurodivergente”, com lançamento presencial previsto para o início de 2027, em São Paulo/SP. E, no radar, temos diversas pautas incríveis que em breve divulgaremos no site e nas redes sociais da editora.

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