A contagem regressiva para provas decisivas como o Enem e a Fuvest intensifica não apenas a rotina de estudos, mas também os desafios emocionais enfrentados por milhares de jovens em todo o Brasil. Ansiedade, pressão e desgaste físico e mental se tornam parte do cotidiano dos vestibulandos — um cenário que acende o alerta de especialistas em saúde mental. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 a cada 7 adolescentes entre 10 e 19 anos convive com algum transtorno mental, como ansiedade ou depressão. No Brasil, um levantamento feito pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, em parceria com o Instituto Ayrton Senna, reforça a preocupação: 18,8% dos estudantes já se sentem totalmente esgotados e sob pressão, e 13,6% afirmam ter perdido a confiança em si mesmos.
Para especialistas, esses dados mostram a importância de olhar para o estudante de forma integral. Como pontua Ricardo Mattos, CEO da Vetor Editora, empresa do grupo Giunti Psychometrics, preparar-se para o vestibular vai além da revisão de conteúdos — envolve também o cuidado com a saúde emocional, para que esse período seja vivido com equilíbrio e segurança.
Pensando nisso, a Vetor Editora, referência em saúde mental e bem-estar, reuniu seis práticas simples e preventivas que podem auxiliar estudantes e suas famílias ao longo da preparação. Uma delas é organizar um cronograma de estudos equilibrado, com horários realistas e pausas regulares. Estudos mostram que revisar conteúdos em blocos curtos é mais eficaz do que longas maratonas, e ajuda a reduzir a sobrecarga. Outra recomendação é incluir técnicas de relaxamento na rotina, como respiração profunda, meditação ou alongamentos. Essas pausas ao longo do dia ajudam a regular a ansiedade e promovem mais clareza mental.
Também é fundamental manter uma rotina saudável de sono e alimentação. Dormir bem, nos mesmos horários sempre que possível, e investir em refeições leves e nutritivas aumentam a disposição e fortalecem a memória. O corpo e a mente precisam estar em equilíbrio para sustentar o ritmo de estudo exigido nessa fase. Além disso, é importante prestar atenção aos sinais emocionais: mudanças de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração ou cansaço constante merecem atenção e diálogo com familiares, professores ou profissionais de saúde.
Ter uma rede de apoio faz diferença. Compartilhar medos, inseguranças e expectativas com pessoas de confiança alivia a pressão e ajuda o estudante a se sentir acolhido. Por fim, praticar a regulação emocional — ou seja, aprender a reconhecer e lidar com as próprias emoções — permite enfrentar melhor os altos e baixos naturais desse período de preparação intensa. Essa habilidade pode ser desenvolvida com orientação e prática, e tem impacto direto na concentração, no foco e na autoconfiança.
O vestibular é, sem dúvida, uma etapa importante da vida, mas não deve ser encarado como um fardo. Os dados da OMS e da Secretaria de Educação deixam claro que muitos jovens enfrentam dificuldades emocionais durante esse processo, e isso reforça a necessidade de combinar preparo acadêmico com cuidado psicológico. Mais do que buscar apenas o resultado, estudantes e famílias podem adotar pequenas mudanças na rotina para tornar esse período mais leve, saudável e sustentável — um verdadeiro movimento por um vestibular sem trauma.
Como destaca Ricardo Mattos, o cuidado emocional precisa caminhar lado a lado com os estudos. Quando o estudante se sente acolhido, seguro e compreendido, ele tem muito mais condições de alcançar seus objetivos sem abrir mão da saúde mental. Nesse cenário, o uso de ferramentas de apoio, como os testes psicológicos — como o Bolie, citado pela Vetor Editora — pode ser um diferencial, ajudando a identificar o perfil emocional do estudante e oferecendo estratégias personalizadas para atravessar essa fase com mais equilíbrio.





