Promovida pela ABME – Associação Brasileira de Medicina Estática, a oitava edição do encontro discutiu os efeitos da perda rápida de peso na aparência, a busca por resultados naturais, novas tecnologias e a prevenção de complicações em procedimentos estéticos
A VIII Convenção Sul-Brasileira de Medicina Estética encerrou sua programação no sábado (26), em Curitiba, com um balanço positivo de público. Segundo a organização, cerca de 400 pessoas passaram pelo evento em cada um dos dois dias, entre congressistas, palestrantes e expositores. Promovido pela ABME, o encontro reuniu profissionais para debater tendências, compartilhar experiências clínicas e examinar os limites e os riscos dos tratamentos estéticos.

Um dos temas presentes na programação foi a relação entre as canetas emagrecedoras e as mudanças na aparência após a perda rápida de peso. Na sexta-feira (25), a palestra de abertura tratou dos prós e contras dos medicamentos análogos de GLP-1. Mais tarde, os participantes discutiram possibilidades de tratamento para a perda de volume e a flacidez facial associadas ao emagrecimento acelerado, fenômeno que ganhou visibilidade com a expressão “Ozempic face”.
A busca por resultados naturais também teve espaço no primeiro dia. As apresentações abordaram toxina botulínica, preenchimentos, tratamentos regenerativos e a combinação de técnicas para diferentes regiões do rosto e do corpo. Houve ainda debates sobre os limites de procedimentos não cirúrgicos e o uso de tecnologias como laser, radiofrequência microagulhada e ultrassom microfocado.

“Conseguimos reunir profissionais em torno de questões que estão presentes na rotina dos consultórios e nas dúvidas dos pacientes. Falar de inovação é necessário, mas falar de indicação criteriosa, limites dos procedimentos e segurança é indispensável”, afirma o Dr. Eduardo Santos Lima, responsável pelo evento.
No sábado (26), a medicina regenerativa abriu a programação científica, com discussões sobre exossomos, peptídeos, bioestimulação e enxerto de gordura. As palestras examinaram tanto as possibilidades dessas abordagens quanto a distância que pode existir entre a promessa de uma novidade e sua aplicação clínica.
A prevenção e o tratamento de complicações ganharam um bloco específico. Entre os assuntos apresentados estavam o uso da ultrassonografia na medicina estética, os riscos de injeções em determinadas áreas do rosto, o manejo de intercorrências vasculares e a remoção de nódulos e preenchedores. A programação também incluiu harmonização corporal, lipedema, cuidados com diferentes fototipos de pele, consentimento do paciente e respaldo jurídico na prática médica.

“Um congresso como este precisa abrir espaço para discutir o que fazer quando um procedimento não sai como esperado. O paciente se beneficia quando o profissional sabe prevenir complicações, reconhecê-las cedo e buscar a conduta adequada”, acrescenta Eduardo Santos Lima.
Com palestras, debates e uma feira de exposição ao longo dos dois dias, a convenção colocou lado a lado temas de grande interesse do público e questões técnicas que exigem avaliação individualizada. Para a ABME, o resultado reforça a importância de manter o diálogo entre profissionais sobre a evolução da medicina estética e a responsabilidade envolvida em cada indicação.
Sobre Eduardo Santos Lima
Médico formado pela Faculdade Evangélica do Paraná, com pós-graduação pelo ISBRAE, Eduardo Santos Lima tem 20 anos de atuação e preside nacionalmente a ABME. É membro do Conselho Superior da Sociedade Portuguesa de Medicina Estética, coordena cursos de pós-graduação médica e integra o Comitê Científico dos Congressos ASIME.
