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BATE-PAPO COM VIVI OLIVEIRA: PROPÓSITO, LIDERANÇA E A ARTE DE TRANSFORMAR VENDAS EM CONEXÕES

Com mais de 20 anos de bagagem no mercado automotivo, a empresária, palestrante e apresentadora Viviane Oliveira compartilha suas visões sobre alta performance, posicionamento feminino e como a comunicação pode ser a chave para grandes negócios.

Com uma trajetória sólida marcada pela determinação, inteligência estratégica e paixão pelo desenvolvimento humano, Viviane Oliveira consolidou sua autoridade no universo dos negócios. Iniciando sua jornada nas vendas e alcançando posições de destaque na gestão e liderança no competitivo setor automotivo, Vivi transformou sua bagagem prática em uma metodologia de ensino, inspirando profissionais e empresas a alavancarem seus resultados.

Neste bate-papo exclusivo para a Top Society, a comunicadora e especialista em estratégias comerciais abre o jogo sobre os bastidores da alta performance, os principais gargalos do mercado atual, a importância da presença feminina na liderança e o real significado do sucesso. Confira a entrevista na íntegra:

TS- Viviane, como começou a sua trajetória no empreendedorismo e qual foi o momento que mais transformou a sua carreira?

Minha trajetória começou nas vendas. Entrei no setor automotivo sem experiência e precisei aprender muito rápido. Logo no primeiro mês fui campeã de vendas, e ali percebi algo que mudou a minha vida: vender não era simplesmente oferecer um produto, era entender pessoas, criar confiança e solucionar necessidades.

Ao longo de mais de 20 anos no mercado automotivo, passei por vendas, gestão, liderança e desenvolvimento de equipes. Mas acredito que a grande transformação aconteceu quando deixei de enxergar somente aquilo que eu conseguia vender e percebi que poderia ensinar outras pessoas e empresas a venderem melhor. Foi quando minha experiência deixou de ser apenas uma carreira e começou a se transformar em propósito.

TS- Na sua experiência, qual é o maior erro que impede uma empresa de vender mais hoje?

Achar que o problema está sempre no mercado, no preço ou no cliente.

Muitas empresas querem aumentar as vendas sem olhar para dentro: não acompanham indicadores, não desenvolvem liderança, não treinam suas equipes, não fazem follow-up corretamente e deixam milhares de oportunidades esquecidas dentro do próprio CRM.

Antes de procurar mais clientes, eu sempre pergunto: o que sua empresa está fazendo com os clientes que já chegaram até ela? Muitas vezes, o faturamento que a empresa procura do lado de fora já está dentro de casa.

TS- Você trabalha com estratégia de vendas. O que diferencia um bom vendedor de alguém que realmente se torna referência comercial?

Um bom vendedor consegue fechar uma venda. Uma referência consegue construir uma carteira, gerar indicação e fazer o cliente querer voltar.

A grande diferença está na consistência. O profissional de alta performance não depende apenas de talento ou de um mês bom. Ele conhece números, domina negociação, faz follow-up, alimenta o CRM, cria relacionamento e entende que o pós-venda também faz parte da venda.

Eu costumo dizer que venda não é pressão. Venda é preparação, processo e capacidade de gerar valor.

TS-Como transformar visibilidade nas redes sociais em vendas e negócios de verdade?

Entendendo que seguidores não pagam boletos; clientes, sim (risos).

Visibilidade sem estratégia pode alimentar o ego, mas não necessariamente constrói um negócio.

A rede social precisa ter posicionamento. As pessoas precisam entender quem você é, qual problema você resolve e por que deveriam confiar em você. Quando conteúdo, autoridade, relacionamento e uma boa oferta trabalham juntos, a audiência deixa de ser apenas número e começa a gerar oportunidades.

TS- Você também atua como apresentadora. O que a comunicação brought de novo para a sua vida profissional?

A comunicação ampliou o meu propósito.

Como apresentadora, descobri que uma pergunta pode revelar uma história que talvez nunca fosse contada. Conhecer empresários, profissionais e pessoas com trajetórias extraordinárias também me fez perceber que, por trás de grandes resultados, sempre existem desafios que ninguém viu.

Hoje eu não quero apenas comunicar. Quero usar a comunicação para conectar, inspirar e mostrar histórias capazes de fazer alguém pensar: “Se ela conseguiu, eu também consigo.”

TS- Qual foi o maior desafio que você enfrentou como mulher no mundo dos negócios e como conseguiu superá-lo?

Foi aprender a reconhecer o meu próprio valor sem precisar esperar que alguém me desse permissão.

Durante muito tempo, mulheres competentes foram ensinadas a trabalhar muito e falar pouco sobre seus resultados. Eu aprendi que humildade não significa esconder competência.

Precisamos entregar resultado, mas também aprender a ocupar espaços, negociar, colocar limites e dizer com segurança: “Eu sei o valor do que construí.”

TS- Existe alguma decisão profissional que exigiu muita coragem, mas que mudou completamente o rumo da sua trajetória?

Sim. Sair de lugares onde eu já tinha segurança para construir algo maior.

Existe uma fase da vida em que permanecer no conhecido parece mais confortável. Só que crescimento e conforto raramente caminham juntos.

Quando decidi transformar toda a minha experiência em vendas e gestão em uma metodologia capaz de desenvolver empresas e pessoas, precisei confiar na minha história. Descobri que coragem não é ausência de medo. É não permitir que o medo escolha o tamanho da sua vida.

TS- Networking é muito falado, mas pouco compreendido. Como construir conexões que realmente geram oportunidades?

Primeiro, parando de fazer networking pensando apenas: “O que essa pessoa pode fazer por mim?”

Conexões fortes começam quando você pensa: “Como eu posso gerar valor para essa pessoa?”

Networking não é colecionar contatos ou distribuir cartão. É construir reputação. É cumprir o que promete, indicar pessoas, abrir portas, aproximar negócios e permanecer presente sem ser interesseiro.

O melhor networking acontece quando o seu nome é lembrado em uma sala onde você nem está presente.

TS- O que uma mulher precisa desenvolver para se posicionar com mais segurança e valorizar o próprio trabalho?

Primeiro, competência. Depois, consciência dessa competência.

Muitas mulheres estudam, trabalham, entregam resultados extraordinários e, mesmo assim, sentem dificuldade para cobrar, negociar ou falar sobre aquilo que fazem bem.

Posicionamento não significa arrogância. Significa ter clareza sobre quem você é, o que entrega e o valor que gera.

Quando uma mulher entende o próprio valor, ela para de implorar por oportunidades e começa a escolher quais oportunidades combinam com a vida que deseja construir.

TS- Hoje, o que significa sucesso para Viviane Oliveira?

Durante muito tempo, sucesso poderia ser bater uma meta, vender mais, receber um prêmio ou conquistar uma posição. Hoje minha visão é maior.

Sucesso é ter resultado sem perder a essência. É ter liberdade para fazer escolhas, cuidar das pessoas que amo e usar aquilo que aprendi para transformar outras vidas.

Para mim, sucesso não é apenas chegar longe. É olhar para trás e perceber quantas pessoas cresceram porque, em algum momento, nossos caminhos se encontraram.

TS- Que sonho profissional você ainda deseja realizar?

Quero levar minha metodologia e minha experiência para um número cada vez maior de empresas, especialmente dentro do setor automotivo, que faz parte da minha história.

Também quero ampliar meu trabalho na comunicação, alcançar mais pessoas e criar projetos capazes de unir vendas, liderança, empreendedorismo e transformação.

Eu ainda tenho muitos sonhos. E talvez essa seja uma das coisas que mais me movem: continuar tendo sonhos grandes o suficiente para me obrigarem a crescer.

TS-Se pudesse deixar uma mensagem para mulheres que querem empreender, vender mais e conquistar independência, qual seria?

Não espere se sentir 100% pronta.

Comece. Estude. Venda. Erre. Aprenda. Recomece quantas vezes forem necessárias.

Não permita que a opinião de alguém determine o tamanho do seu sonho. Independência não começa na conta bancária; começa quando você assume a responsabilidade pela vida que deseja construir.

Eu acredito profundamente que nenhuma história precisa terminar no capítulo difícil. E é justamente por isso que uma frase representa tanto a minha vida e aquilo que quero transmitir para outras mulheres:

“Se eu consegui, você também consegue.”

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